sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Práticas educativas

Não há receitas para educar ou para se ser a mãe/pai perfeito. Mas há um conjunto de orientações que ajudam o desenvolvimento emocional da criança: Coerência, Atenção, Respeito, Aceitação, Responsabilidade, Firmeza.

As crianças necessitam de segurança e protecção. Algumas vezes necessitam de errar para abrir caminho à autonomia, mas sempre acompanhado pelos pais e podendo reconhecê-los como aliados no seu percurso.
Os afectos e os valores transmitidos pelos pais constituem bases para a construção de uma auto-estima saudável e uma atitude na vida com mais segurança.
Envolver os pais na vida da criança, investir em relações de aceitação e estratégias de acção negociadas, são os primeiros passos para a criança desenvolver um discurso interno forte.
Não se esqueça que é desde criança que se vão criando regras e rotinas.

Que tipo de pai sou eu?
Passivo - "Deixa fazer Tudo"
  • Tem dificuldade em dizer não
  • Tem dificuldade em ser firme
  • Faz todas as vontades à criança para evitar problemas
Ex: "Não precisas de fazer birra! Se não quiseres fazer os deveres não faças, vai brincar".
A criança pode sentir-se desorientada pela falta de regras e não controlar as suas acções

Autoritário
- "Eu é que mando"
  • Impõe regras de forma severa
  • Ignora a opinião da criança
Ex: Agora vais fazer os deveres e não vais brincar! Não respondas!"
A criança pode sentir que não é amada e ter medo dos pais
Pode ter baixa auto-estima e auto-confiança
Pode desconfiar de si e dos outros
Pode ter dificuldade em tomar decisões

Democrático - "Vamos negociar"
• Aceita a criança como ela é
• Pais e filhos negoceiam as regras, respeitando as duas partes
Ex:"Vamos chegar a um acordo? Fazes os deveres até à hora do lanche e depois brincas! O que te parece?"
A criança sente-se orientada, sente-se valorizada e adquire responsabilidade.

Os Castigos...
Educar não é sinónimo de castigar! O importante é orientar, realçando os aspectos positivos da criança. Castigar não quer dizer bater, mas apenas censurar um comportamento que passou dos limites.
Cada um é um ser Especial e Único!
Os castigos são importantes, mas devem, sempre que possível, ser evitados. É importante:
• Explicar sempre o porquê do castigo
• Não ameaçar que vai impor um castigo e depois não o fazer
• Apoiar o castigo do outro progenitor
• Recorrer a castigos não violentos, optando por retirar regalias, como por ex: não ver t.v., retirar o telemóvel
E sempre que os pais considerarem que o castigo foi injusto devem assumir a culpa e pedir desculpa à criança.
O que se deve evitar:
• Evitar humilhar: "És mesmo burro, nem ler sabes!"
• Evitar comparações: "Não tens nada a ver com o teu irmão!"
• Evitar diminuir: "Oh preguiçosa anda comer!"
• Evitar servir-se da culpa para controlar: "Já não te posso aturar! Deixas-me cansado! Deixa-me em paz!"
• Evitar não ouvir a criança ou desviar a atenção: "Deixa lá! Isso não é nada! Vai brincar que isso passa!"
• Evitar dizer "Não chores!" ou "Não sejas criança!"
• Evitar dizer: "Espera até que o teu pai chegue a casa!"

O que se deve SEMPRE fazer:
• Elogiar e recompensar o comportamento correcto da criança
Nunca esquecer de valorizar os esforços
(Às vezes é preciso construir pequenas metas que a criança possa ir alcançando).
Ex: valorizar as notas da escola, um jogo de voleibol, a curiosidade por determinado assunto,...
• Escuta activa:
" Nota-se que estás triste! Queres contar-me o que se passou? O que pensas fazer? Podes contar comigo!"
Os pais mostram-se interessados e ouvem com atenção os filhos. Tentam perceber o que eles sentem e pensam Para que os filhos consigam resolver os seus problemas por si e enfrentem a vida de forma mais positiva.
• Estabelecer regras em conjunto e deixar a criança dizer o que sente sobre as regras e as ordens
É importante ouvir os argumentos da criança, bem como é importante ela saber que pode expressar-se livremente (isto não implica ceder ou voltar atrás).

Quando chamar a tenção do seu filho use:
• Frases "EU" - "Quando te portas assim fico aborrecido" Em vez de: Frases "TU" - "Tu és um estúpido por te portares assim!" - deste modo, a criança não interioriza que é feia, má estúpida, mas atribui o que está mal a algo que lhe é externo, o comportamento, passível de ser modificado.
• Frases "Lembra-te de" Em vez de Frases "Não te esqueças de" - deste modo, atribui-se menos enfâse ao esquecimento e demonstramos que acreditamos na criança

Também é importante ter em conta:
Expressão facial- Se disser "Não faz mal" e fizer cara de aborrecido entra em contradição,
Expressão corporal - Se disser uma coisa agradável, mas estiver com o corpo tenso e fizer gestos de desagrado o seu filho não vai perceber ,
Tom de voz - Se disser para falar baixo e gritar o seu filho não o vai entender.


"Se às vezes a criança se porta mal, não é nada de irreversível, não belisca o amor que os pais sentem por ela, e não altera - pelo contrário, reforça -, o sentido de que as pessoas erram, mas que o erro, devidamente analisado, pode conduzir a práticas melhores - e estas, só por si, dão satisfação."
Mário Cordeiro

Influência dos pais nas decisões dos filhos

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Pedido aos pais

      
     
    Pais, verifiquem se estudamos,
    Mais atenção às disciplinas de que não gostamos.
    Pais, verifiquem a caderneta,
    Para assinar é preciso a caneta.
    Pais, se nos portarmos mal tomem medidas.
    Oh! Porque é que falei, vão-nos tirar as bolas da Adidas.
    Pais, se tivermos dúvidas,
    Há saídas.
    Pais, verifiquem se os nossos cadernos estão organizados
    Ui! Acho que os meus estão "marados".
    Pais, verifiquem e assinem as mensagens,
    De preferência sem paragens.
    Pais, verifiquem se levamos o material necessário,
    E também um bom vestuário.
    Pais, se tivermos problemas, falem com a D.T.
    Que não é Papão nem é E.T.
    Mas sabe sempre o que fazemos nas aulas,
    Pior era estar dentro de jaulas.
             
                                                   Aluno do 5º ano da Escola EB 2,3 de Leça da Palmeira

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Procurar Ajuda



O Serviço de Psicologia e Orientação da tua escola está disponível para ti, sempre que precisares!

9º e depois?

9º Ano e depois?

Uma questão importante!

Como é do conhecimento de todos, no final do 9º ano de escolaridade os alunos terão de escolher o curso e a escola que pretenderão frequentar, a partir do 10 º ano de escolaridade.

O Serviço de Psicologia sugere que comecem, desde já, a pensar e a preparar essa escolha.

Apresentam-se alguns sites que vos podem ajudar a conhecer melhor as actividades profissionais

Mundo das Profissões, neste site da responsabilidade da ANQ – Agência Nacional para a Qualificação, poderás encontrar por exemplo um Guia de Profissões, entre outros recursos que caberá a ti descobrir e explorar.

Cidade das Profissões, uma iniciativa da PortoDigital onde é possível encontrar muita informação sobre profissões.

O Catálogo Nacional de Qualificações da responsabilidade da ANQ Agência Nacional para a Qualificação, permite obter informações sobre o perfil de profissões que é possível obter através de um Curso Profissional ou um Curso de Aprendizagem.

Após o 9º Ano ainda há muito para aprender e várias possibilidades de te qualificares para poderes exercer uma profissão. Vê com atenção a imagem seguinte que representa o Sistema Educativo Português.